O que todo acordo de sócios precisa ter

Um acordo de sócios é o documento que segura a sociedade quando o clima esquenta. A maioria dos escritórios o monta tarde, no meio de um conflito, quando já é caro demais. Combinar as cláusulas certas enquanto está todo mundo bem é uma das decisões mais inteligentes que um grupo de sócios pode tomar.

Veja o que não pode faltar nesse documento.

1. Participação e como ela se forma

O acordo precisa deixar claro quanto cada um tem e por quê. Quem entrou com capital, quem entra com trabalho, e como o serviço vira participação ao longo do tempo. Defina também uma carência, para ninguém virar dono pleno logo na entrada.

2. Vesting e regras de permanência

A participação deve amadurecer com o tempo de casa. Assim, quem sai cedo não leva a mesma fatia de quem ficou e construiu. Essa cláusula protege os que permanecem e desestimula a saída oportunista.

3. Governança e tomada de decisão

Combine como se decide antes de precisar decidir sob pressão:

  • O que cada sócio decide sozinho e até onde.
  • O que exige maioria e o que exige consenso.
  • Como e com que frequência acontecem as reuniões de sócios.

4. Saída, sucessão e conflitos

A parte mais difícil é a que menos se combina. O acordo precisa dizer como se calcula o que um sócio que sai recebe, em quanto tempo, e quais limites ele tem depois. Inclua também um caminho para resolver impasses, para que um desacordo não paralise o escritório nem termine em guerra.

Conclusão

Todo acordo de sócios precisa tratar de participação, vesting, governança, saída e conflitos. Não é desconfiança, é cuidado com a relação e com o escritório. As melhores sociedades são as que combinaram, antes do jogo, como vão resolver quando discordarem. Coloque essas cláusulas no papel cedo e durma mais tranquilo.

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